GLPI

GLPI 12 vs GLPI 11 na prática: o que muda de verdade

Rodamos o GLPI 12 (Release Candidate) e o GLPI 11.0.8 lado a lado, tela por tela. O que muda de verdade para quem usa, para quem configura — e quando migrar.

4 de set. de 2026 8 min de leitura · Equipe Pellissari

A gente testou antes de recomendar

Toda vez que sai uma versão nova do GLPI — e agora é a vez do GLPI 12 — chega ao nosso time quase no mesmo dia a mesma pergunta: vale a pena migrar do GLPI 11 para o GLPI 12 agora? Como o GLPI é a plataforma de service desk e ITSM que implantamos e sustentamos nos nossos clientes, essa é uma pergunta que a gente leva a sério.

Para responder isso com honestidade, não dá para ler changelog. Precisa abrir as duas versões, colocar uma do lado da outra e olhar tela por tela.

Foi o que fizemos. Rodamos o GLPI 12 em Release Candidate junto com o GLPI 11.0.8 — a versão estável que hoje está em produção nos nossos clientes. Comparamos as mesmas áreas nas duas, procurando o que muda na rotina de quem abre chamado e na rotina de quem mantém a ferramenta de pé.

Este comparativo entre o GLPI 12 e o GLPI 11 não é uma lista de novidades. É o que a gente encontrou usando: os pontos que mais evoluíram, os que continuam iguais e, principalmente, o que isso significa na hora de decidir se o momento de migrar é agora ou não.

O que comparamos: central e dashboards, catálogo de serviços, base de conhecimento, tratamento de SLA e OLA dentro do chamado, estrutura de segurança, menus de configuração e navegação geral entre entidades e perfis.

O ponto de partida: duas versões, dois momentos

Antes de comparar recurso com recurso, vale entender em que estágio cada versão está. Isso muda completamente a leitura do resto.

AspectoGLPI 11.0.8GLPI 12.0.0-rc1
EstágioVersão estávelRelease Candidate
Indicação de usoProduçãoLaboratório e testes
Tipo de evoluçãoRedesenho de interfaceAmadurecimento
Estrutura de menusSeis seções principaisAs mesmas seis seções

A constatação mais importante do teste: as duas telas são muito parecidas. Mesmo menu vertical à esquerda, mesma organização, mesma central com as abas de dashboard e visões. Quem esperava um GLPI de cara nova vai estranhar a semelhança.

E isso tem uma explicação simples: o grande salto visual aconteceu no GLPI 11, que foi quem reformulou tudo. O 12 pega essa base e trabalha o refinamento — em vários casos, por baixo do capô.

Um alerta de leitura: dashboard cheio não significa versão melhor. No nosso teste, o ambiente do GLPI 12 estava com dados de demonstração ligados e o do 11 estava zerado. Isso é diferença de ambiente, não de produto — e vale prestar atenção nisso em qualquer comparativo que você encontrar por aí.

Cenário 1: para quem usa o GLPI

O usuário que abre chamado e acompanha o andamento. Aqui a régua é uma só: ele consegue resolver o que precisa sem pedir ajuda para achar o caminho?

Melhorou bastante — base de conhecimento com outra cara. Foi onde a diferença ficou mais visível. A pegada agora lembra o Notion: bem mais leve para navegar e para escrever. Parece detalhe estético, mas tem consequência prática. Base de conhecimento que ninguém tem vontade de abrir é base que ninguém alimenta. Se o time volta a escrever ali, o autoatendimento melhora sozinho.

Melhorou — catálogo de serviços como porta de entrada. O catálogo apresenta os serviços em cartões com ilustração e busca de formulários. Em vez de cair numa tela técnica, o usuário vê o que ele pode pedir. É a diferença entre adivinhar e escolher.

Melhorou — navegação mais fluida. Menu, troca de entidade e troca de perfil ficaram mais diretos. Menos cliques entre querer e fazer, o que soma bastante ao longo do dia.

Fique de olho. Para o usuário final, o 12 muda pouco em relação ao 11. Boa parte do ganho que o usuário sente já estava disponível no GLPI 11. Se a sua motivação para migrar é experiência do usuário, o retorno vai ser menor do que você imagina. E vale lembrar de algo que independe da versão: tudo isso só aparece se a TI configurar. Catálogo bem montado e FAQ alimentada fazem mais diferença do que o número da versão.

Cenário 2: para quem cuida e configura o GLPI

Aqui a diferença entre as versões pesa de verdade. É neste cenário que o GLPI 12 justifica a atenção.

Melhorou bastante — OLAs múltiplos no mesmo chamado. Agora dá para ter mais de um OLA no mesmo chamado, separados por grupo. Quem trabalha com times que passam a bola entre si sabe o tamanho disso. Antes a gente contornava; agora tem estrutura.

Melhorou — SLAs e OLAs legíveis dentro do chamado. A forma de apresentar mudou e ficou mais clara. No print parece pouca coisa. Na rotina do técnico, é a diferença entre bater o olho no prazo e ter que ir atrás dele.

Melhorou bastante — segurança virou capítulo, não parágrafo. Chegaram abas novas de segurança, auditoria de acessos e modo sudo exigindo autenticação. Na configuração, Segurança e Privacidade de Dados ganharam espaço próprio no menu, enquanto no GLPI 11 ficavam dentro de Geral. Para quem responde por governança e LGPD, isso facilita bastante a conversa: auditoria de acesso deixa de ser algo que se reconstrói no log e passa a ser informação à mão.

Já vinha do 11 — o que os dois já entregam. Ativos customizados nativos, formulários nativos, webhooks, clientes OAuth, inventário nativo e níveis de serviço estão presentes nas duas versões. Foi o GLPI 11 que trouxe boa parte disso para dentro do produto, aposentando plugins que antes davam manutenção.

O outro lado: o que pede cautela na migração para o GLPI 12

Nenhuma migração é só ganho. Estes são os pontos que a gente coloca na mesa antes de qualquer projeto.

  1. Ainda é Release Candidate. O estável para produção continua sendo a linha 11.0.x. Colocar um RC para atender usuário real é assumir risco de comportamento mudando entre versões, tradução incompleta e ajuste fino ainda em curso.
  2. Migração de plugin não é automática. Recursos que viraram nativos não convertem sozinhos. É preciso inventariar cada plugin em uso, checar compatibilidade e decidir o que sai, o que atualiza e o que fica para depois.
  3. Integrações precisam de revisão. Houve mudanças de API entre versões recentes. Se o seu GLPI conversa com outros sistemas, esse é o ponto que costuma doer mais — e é sempre o que menos aparece nas listas de novidades.
  4. Parte do roadmap ainda está em construção. Alguns recursos previstos para o ciclo do 12, especialmente na frente de automação e fluxos de trabalho, seguem amadurecendo. Vale confirmar o que já está disponível antes de contar com algo no seu planejamento.

Conclusão: testar agora, migrar com plano

Depois de rodar as duas versões lado a lado, a nossa recomendação cabe em uma frase: o GLPI 12 é motivo para preparar o terreno, não para migrar com pressa.

  • Se você está no GLPI 11: fique. A versão está madura e entrega a maior parte do que o 12 promete para o usuário final. Use este tempo para organizar plugin, integração e base de conhecimento — o trabalho que vai poupar dor lá na frente.
  • Se você está em uma versão anterior: a conversa é outra. Nesse caso, a distância para o 11 já é grande o suficiente para justificar um projeto de atualização, sem precisar esperar o 12.

O que vale fazer desde já:

  • Levantar todos os plugins em uso e o status de compatibilidade de cada um.
  • Mapear as integrações que consomem a API do seu GLPI.
  • Subir um ambiente de teste com o 12 para o time conhecer as mudanças sem pressão.
  • Revisar acessos, perfis e senhas padrão, aproveitando as novidades de segurança como referência.
  • Definir uma janela realista de migração para quando o estável chegar.

Como a Pellissari pode ajudar

Como parceiros oficiais Teclib, mantemos o GLPI 12 em laboratório justamente para mapear esses pontos antes que qualquer surpresa chegue no ambiente de cliente. Quando a versão estável sair, o plano de migração já está pronto.

E tem um ponto que costuma passar batido: migrar de versão é só uma parte. Na maioria dos ambientes que a gente acompanha, existe ganho disponível na configuração atual, sem trocar nada de lugar. Catálogo de serviços bem montado, SLA que reflete a operação de verdade, base de conhecimento viva e automação nos pontos certos — é isso que tira o time do modo apaga-incêndio.

Quer entender o que muda no seu cenário? A gente olha o seu ambiente e mostra o que dá para melhorar agora e o que faz sentido deixar para a migração.

Conheça nosso serviço de GLPI ou vem conversar com a gente — sua operação de TI pode render mais hoje.

Material produzido a partir de teste comparativo entre GLPI 12.0.0-rc1 e GLPI 11.0.8, realizado pela equipe Pellissari.

Artigos relacionados